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domingo, 12 de janeiro de 2014

Orar por aquilo que não se quer nem lembrar


                                             Orar por aquilo que não se quer nem lembrar

Orar: Olhar-se para dentro quando o desejo é não se ver. Orar é desafogar-se. É falar em voz alta, mesmo que em alguns momentos não saia som algum. Orar é desabafar-se. Nem sempre orar é falar, às vezes é somente ouvir, na maioria das vezes é só fugir do barulho, ficar em silencio. Orar é desabar-se. Orar é, por fé, reconhecer sua dependência de Deus.

Por aquilo: O motivo da oração pode ser apenas um pretexto, uma forma de Deus lhe convidar à oração.
Nunca chegue a um lugar sem antes estar lá em oração.
Não acredite na história de que oração move a mão ou o coração de Deus, Ele não é refém da vontade humana. Nunca, de forma alguma, acredite que não adianta mais orar por algo. O centro da oração não é o resultado pelo que se ora.
Oração como prática ascética é nula, oração tem que ter como caminho natural a ação.

Que não se quer: Aquilo que mais incomoda é sempre o motivo mais urgente de oração. Não fuja do deserto, Jesus buscava-o para orar ao Pai.
Orar por aquilo que incomoda traz grandes frutos, por que é necessário deixar o “eu” de lado e priorizar o outro, é preciso deixar o querer de lado e colocar-se à disposição da Verdade, mesmo que a oração seja em prol de si mesmo.

Nem lembrar: Ore pelo passado. Oração não muda o passado, mas muda a quem ora, e mudar-se é muito mais importante do que modificar o que ficou pra trás.


“Seja a minha oração como incenso diante de ti, e o levantar das minhas mãos, como a oferta da tarde.” Salmos 141:2