Orar por aquilo que não se quer nem lembrar
Orar: Olhar-se para
dentro quando o desejo é não se ver. Orar é desafogar-se. É falar em voz alta,
mesmo que em alguns momentos não saia som algum. Orar é desabafar-se. Nem
sempre orar é falar, às vezes é somente ouvir, na maioria das vezes é só fugir
do barulho, ficar em silencio. Orar é desabar-se. Orar é, por fé, reconhecer
sua dependência de Deus.
Por aquilo: O
motivo da oração pode ser apenas um pretexto, uma forma de Deus lhe convidar à
oração.
Nunca chegue a um lugar sem antes estar lá em oração.
Não acredite na história de que oração move a mão ou o
coração de Deus, Ele não é refém da vontade humana. Nunca, de forma alguma,
acredite que não adianta mais orar por algo. O centro da oração não é o
resultado pelo que se ora.
Oração como prática ascética é nula, oração tem que ter como
caminho natural a ação.
Que não se quer: Aquilo
que mais incomoda é sempre o motivo mais urgente de oração. Não fuja do
deserto, Jesus buscava-o para orar ao Pai.
Orar por aquilo que incomoda traz grandes frutos, por que é necessário
deixar o “eu” de lado e priorizar o outro, é preciso deixar o querer de lado e
colocar-se à disposição da Verdade, mesmo que a oração seja em prol de si mesmo.
Nem lembrar: Ore pelo
passado. Oração não muda o passado, mas muda a quem ora, e mudar-se é muito
mais importante do que modificar o que ficou pra trás.
“Seja a minha
oração como incenso diante de ti, e o levantar das minhas mãos, como a oferta
da tarde.” Salmos 141:2
