"Amor é vida; é ter constantemente Alma, sentidos, coração - abertos Ao Grande, ao belo."
Gonçalves Dias
Ao ler a Bíblia especialmente os livros de Salmos, Jó e Cântico dos Cânticos vemos um verdadeiro manancial de poemas, tanta riqueza poética ignorada pela maioria das pessoas, sejam cristãs ou não.
Recentemente foi realizado uma pesquisa onde se demonstrou que a leitura de poesia é mais útil para a saúde mental do que a leitura de auto-ajuda (argh! rs).Veja a notícia clicando aqui.
Isso me fez pensar que, se a literatura poética faz bem a saúde mental, imagino quanto mais a literatura cristã deva fazer (partindo, também, do pressuposto da influência espiritual).
Há material disponível, e para os que iniciam a leitura é que foi criado a "Antologia de Poesia Cristã em Língua Portuguesa" de publicação independente, organizado por Sammis Reachers.
De forma simples busca juntar poesias e/ou poetas que procurem refletir ideais cristãos, onde vemos "versos que glorificam e falam sobre esse grande Deus, em suas três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, ou versam sobre o viver e os sentimentos cristãos, e personagens bíblicos"; como diz o organizador.
Vi nesta Antologia um presente ao leitor cristão e ao amante da poesia,. àquele que busca literatura de qualidade e edificante (em meio a tanta escrita inconsequente que circula por aí) e principalmente uma exaltação ao nome daquele que é sobre todo nome.
Surpreende versos de grande beleza e profundidade vindo de escritores muito mais humanistas do que propriamente cristãos, como Bocage e Gregório de Mattos. Há ainda, presente textos de escritores mais vistos no meio cristão, como Adélia Prado e J. T. Parreira, sem contar com poemas de grandes como Camões, Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Fernando Pessoa.
Com isto, de forma humilde, que as poesias nesta Antologia nos enche os olhos de encantamento, nos lembrando do grande, poderoso e bondoso Deus a quem devemos nosso eterno louvor e no qual podemos contar para afagar o coração e nos tratar contra as tristezas da alma.
"Ó, dize-nos, o que fazes?
- Eu louvo.
Mas a treva, a morte, o desespero,
Como os suportas - como os toleras?
- Eu louvo."
Rainer Maria Rilke

Nenhum comentário:
Postar um comentário